APÓS QUEBRA DE RECORDE DE MORTES POR COVID-19, BOLSONARO DEFENDE VOLTA À NORMALIDADE
Presidente afirmou que medidas de restrição "estão na contramão daquilo que o povo quer" Presidente firmou que medidas de restrição "estão na contramão daquilo que o povo quer"  Foto: Isac Nóbrega / PR / CP  Depois de o Brasil registrar recorde no número de mortes pela Covid-19 em um dia, o presidente da República, Jair Bolsonaro voltou a defender, nesta sexta-feira, o retorno à normalidade no País. O chefe do Executivo afirmou que medidas de restrição"estão na contramão daquilo que o povo quer"."Aos políticos que me criticam, sugiro que façam o que eu faço. Tenho um prazer muito grande de estar no meio de vocês. Dizer a esses políticos do Executivo, o que eu mais ouvi por aqui é: 'presidente, eu quero trabalhar'. O povo não consegue ficar mais dentro de casa", disse Bolsonaro, em evento do governo sobre obras rodoviárias realizado em Tianguá, no Ceará.E declarou: "O povo quer trabalhar. Esses que fecham tudo e destroem empregos estão na contramão daquilo que seu povo quer. Não me critiquem, vá para o meio do povo mesmo depois das eleições." A fala do presidente ocorre no momento em que governos locais intensificam medidas contra a Covid-19, como toque de recolher e suspensão de aulas presenciais. Em seu discurso, Bolsonaro também reforçou que Executivo e Legislativo "trabalham juntos", além de elogiar a atuação de sua equipe de ministros. "Com uma equipe competente e com ajuda do parlamento brasileiro nós vamos vencer desafios e cada vez mais proporcionar a todos dias melhores", disse.
SENADOR FLÁVIO BOLSONARO ACABA DE COMPRAR UMA MANSÃO DE QUASE R$ 6 MILHÕES EM BRASÍLIA
O senador Flávio Bolsonaro, que semana passada conseguiu anular no STJ as quebras de sigilo bancário e fiscal do inquérito da rachadinha, acaba de comprar uma mansão de quase R$ 6 milhões em Brasília. O imóvel de luxo fica no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, bairro nobre da capital, e vinha sendo anunciado com destaque em sites de imobiliárias locais: "A melhor vista de Brasília da suíte máster", dizia um anúncio, já desativado. Nos últimos meses, Flávio e sua mulher visitaram discretamente outras casas de luxo, algumas às margens do Lago Paranoá e anunciadas por até R$ 10 milhões.
O novo negócio imobiliário do filho do presidente, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro com imóveis, foi cercado de cuidados. Em vez de procurar um cartório da capital, o senador optou por lavrar a escritura de compra num serviço notarial de Brazlândia, cidade-satélite a cerca de 45 km do Plano Piloto. Parte dos R$ 5,97 milhões pagos no imóvel foi financiada junto ao Banco Regional de Brasília (BRB), presidido por Paulo Henrique, nome do governador Ibaneis Rocha, que é aliado do clã Bolsonaro.
BANCADA DA BALA FALA EM MUDAR PEC EMERGENCIAL; BOLSONARO DIZ QUE É POSSÍVEL
Ao dizer que poderia haver mudanças na PEC (proposta de emenda à Constituição) emergencial o presidente Jair Bolsonaro consentiu com um desejo da Frente Parlamentar da Segurança Pública, a chamada Bancada da Bala. Os deputados desse grupo querem blindar os agentes de segurança, como policiais, dos congelamentos de salário e outros mecanismos de contenção de gastos estipulados no projeto. Ainda assim, foram surpreendidos pela forma citada por Bolsonaro. A PEC emergencial deve começar a tramitar nesta 3ª feira (9.mar.2021) na Câmara. Já foi aprovada no Senado. Tem mecanismos de contenção de gastos públicos e autoriza o governo a gastar R$ 44 bilhões em uma nova versão do auxílio emergencial. “A Bancada da Segurança, são mais ou menos 50 parlamentares, queria mudanças. E, da minha, parte, falei com o relator, ele é o soberano, que ele poderia correr o risco de não aprovar se não mexesse em 3 artigos”, disse Jair Bolsonaro em entrevista na porta do Palácio da Alvorada nesta 2ª feira (8.mar.2021). “Ele [o relator, Daniel Freitas] vai, obviamente, conversar com os líderes sobre a supressão desses 3 dispositivos da PEC para que ela não volte ao Senado ou, o que é pior, não seja aprovada. Vale lembrar que essas emendas supressivas não voltam para o Senado”, declarou Bolsonaro. Mudanças na proposta que não sejam de supressão de trechos fazem com que a proposta tenha que ser analisada novamente pelos senadores. Isso atrasaria o início dos novos pagamentos do auxílio. Bolsonaro ainda sinalizou a proposição de uma nova proposta para discutir os trechos que ficarem fora do projeto analisado atualmente. “Esses 3 ficam de fora, pode ser criada uma PEC paralela e tramitar normalmente como outra PEC qualquer”. Bolsonaro não falou quais são os trechos que poderão ser suprimidos da proposta. “Eu não sei de onde ele vai tirar esse coelho da cartola, porque emenda supressiva não poderia [ter esse efeito]“, disse o coordenador da Bancada da Bala, Capitão Augusto (PL-SP). Ele afirmou que a única forma que consegue enxergar essa mudança seria adicionando algo ao texto, o que faria PEC voltar ao Senado. “A assessoria da Frente Parlamentar de Segurança, e a minha assessoria jurídica, já tinha analisado, revirado. Falaram ‘não vai dar para ser emenda supressiva'”. “Eu falei ‘então vai essa aí mesmo'”, conta o deputado. A emenda elaborada pelo coordenador da Bancada Bala blinda da contenção de gastos as instituições listas no artigo 144 da Constituição. São elas:
Polícia Federal;
Polícia Rodoviária Federal;
Polícia Ferroviária Federal;
Polícias civis;
Polícias militares e corpos de bombeiros militares;
Polícias penais federal, estaduais e distrital;
Polícias legislativas da Câmara e do Senado.
“Talvez a única coisa que vá ficar [vedada] é aumento salarial. Reposição inflacionária pode, mas aumento salarial, não”, declarou o coordenador da Bancada da Bala.“O Bolsonaro deu entrevista falando que vai retirar os policiais num acordo, numa emenda supressiva… então agora eu não entendi mais nada. Eu vou acompanhar de onde eles vão tirar essa possibilidade do regimento interno”, disse Capitão Augusto. O deputado explicou que o Senado escreveu a PEC com os artigos em “blocos fechados”. Ou seja, não trata as categorias em trechos separados. Se tivesse sido dessa forma, bastaria suprimir as categorias desejadas da proposta. Até a publicação dessa reportagem essas 3 emendas supressivas citadas por Bolsonaro ainda estavam sendo elaboradas. O Poder360 apurou que quem convenceu o presidente Jair Bolsonaro a aceitar blindar os agentes de segurança na PEC emergencial foi o líder do PSL, Major Vitor Hugo (GO). Ele é próximo do presidente da República. Os agentes de segurança são uma das principais bases políticas do bolsonarismo. Integrantes da equipe econômica estão revoltados com Vitor Hugo. Dizem, reservadamente, que ele vendeu a Bolsonaro a ideia de que é necessária essa desidratação no projeto para a PEC ser aprovada. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse ao Poder360 no início da noite desta 2ª feira que a orientação que tem do Planalto é defender a aprovação da proposta da forma como veio do Senado. A reportagem questionou se há votos para aprovar o projeto sem as mudanças mencionadas por Bolsonaro. Barros respondeu: “Eu não sei quais são [as alterações], então não posso te falar”
A Justiça Federal de Brasília concedeu uma autorização para a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais para importar vacinas contra a Covid-19. As informações são do site O Antagonista. Os imunizantes poderão ser comprados para membros da associação e seus familiares. O juiz Rolando Valcir Spanholo foi o responsável pela decisão. Na semana, Spanholo também autorizou a compra de doses por motoristas de aplicativos de Brasília. Com a decisão, os magistrados vão poder negociar diretamente com fabricantes estrangeiras, sem necessidade de passar pelo crivo da Anvisa. O juiz determinou que eventuais efeitos adversos que as doses possam causar serão de inteira responsabilidade da associação. A Anvisa ficará responsável apenas por checar se as doses que chegarem ao Brasil já foram aprovadas por algumas das agências reguladoras dos seguintes países: Estados Unidos, Europa, Japão, China ou Reino Unido.
VEREADOR É MORTO EM DUQUE DE CAXIAS; FILHA DE FERNANDINHO BEIRA-MAR ASSUME CARGO
O vereador Danilo Francisco da Silva, o Danilo do Mercado, de 53 anos, foi assassinado na rua, em Duque de Caxias, na tarde de quarta-feira (10). O parlamentar estava acompanhado pelo filho, Gabriel Francisco Gomes da Silva, de 25 anos, que também foi morto. Os criminosos atiraram e conseguiram fugir de carro. Desde 2018, pelo menos 24 políticos foram assassinados no estado do Rio de Janeiro. Pai e filho haviam almoçado em um restaurante, saíram do estabelecimento e estavam a caminho do automóvel quando foram atacados. A Polícia Civil recolheu imagens de câmeras de segurança das imediações e tenta identificar os atiradores. Segundo a polícia, o parlamentar era investigado por supostos crimes de homicídios, formação de milícia e grupo de extermínio, grilagem de terras, extorsão e ameaça. Em um dos casos, Danilo foi acusado de ser o mandante da morte de três homens, atacados em junho de 2020 no Parque Santa Lúcia. Dois morreram e o terceiro sobreviveu. Com a morte de Danilo, assumiu a vaga de forma definitiva como vereadora a dentista Fernanda da Costa, filha do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Ela já ocupava uma vaga na Câmara, substituindo um vereador que assumiu uma secretaria municipal de Duque de Caxias.
'NÃO TEREMOS PACIÊNCIA COM ELE', DIZ VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA SOBRE NOVO MINISTRO DA SAÚDE

O novo ministro da Saúde, o médico cardiologista Marcelo Queiroga, assumirá a pasta sob desconfiança de políticos do Centrão que controlam o Congresso e formam a base de apoio do presidente Jair Bolsonaro no Legislativo. Queiroga precisará agir e mostrar resultados logo para não ganhar a antipatia do grupo. “Não teremos paciência com ele (Queiroga). É acertar ou acertar”, disse ao Estadão o deputado Marcelo Ramos (PL-AM), atual vice-presidente da Câmara dos Deputados e aliado do presidente da Casa, Arthur Lira (Progressistas-AL). Mais cedo, Ramos escreveu em sua conta no Twitter que “a situação do país não permite que o ministro da Saúde tenha tempo para aprender a ser ministro. As respostas terão que ser rápidas e efetivas”. A pressão de políticos do Centrão contribuiu para a queda do antecessor de Queiroga no Ministério da Saúde, o general da ativa Eduardo Pazuello. Grande parte desse grupo apoiava o nome da médica Ludhmilla Hajjar. A principal “linha vermelha” para Queiroga, no diagnóstico de Ramos, será a vacinação: se o processo não for acelerado, o ministro perderá apoio político do Centrão. “Ele começa com todo o apoio e com toda a torcida para que dê certo. Pelo bem do País. Se ele errar, serão outros milhares de brasileiros mortos”, disse o político amazonense.Ramos afirmou, ainda, que Bolsonaro não conta com aval do grupo ao tomar atitudes equivocadas na condução da pandemia. “Você não ouve uma só voz de apoio ao presidente, salvo dos seus seguidores ideológicos, quando ele erra na condução da pandemia”, disse o deputado. “Bolsonaro nunca teve apoio do Centrão para promover aglomerações, para negar o uso da máscara ou a gravidade da pandemia.” Ludhmila Hajjar chegou a Brasília no domingo e se reuniu com Bolsonaro duas vezes para discutir uma possível nomeação para comandar a Saúde. Hajjar tinha respaldo de políticos do Centrão e de ministros do Supremo Tribunal Federal, mas recusou o convite, que foi aceito por Queiroga. Bolsonarista, o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia não tem ligação com um grupo político específico. Queiroga, porém, é próximo do filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Ramos afirmou que ainda não conversou com Lira sobre o assunto, mas disse acreditar que ele estivesse “contrariado” por causa do “conjunto da obra” no ministério. Lira apoiou publicamente o nome de Ludhmila Hajjar para a pasta.Desde o começo da pandemia, o ministério divulgou uma versão do Plano Nacional de Imunizações (PNI) e quatro informes técnicos que apresentam diretrizes para a vacinação ou detalhamentos. O mais recente informe técnico que cita a ordem para vacinação é o segundo, de 23 de janeiro. Nele, os professores ocupam a 15ª posição.
SENADO APROVA CONVITE PARA ARAÚJO E QUEIROGA FALAREM SOBRE PANDEMIA
O Senado aprovou nesta terça-feira, 16, convite ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e ao indicado para dirigir o Ministério da Saúde, Marcelo Queiroga, para prestar informações referentes ao combate à Covid-19 no Brasil. Os senadores querem que Araújo preste informações sobre a atuação do ministério nos esforços para obtenção de vacinas. Não foi fixada uma data para ida de Araújo e de Queiroga ao Senado. Em relação a Queiroga, os senadores desejam sua participação em uma sessão de debates temáticos sobre o enfrentamento à pandemia. Os parlamentares querem ouvir dele a respeito da aquisição de vacinas e disponibilização de leitos e oxigênio. Queiroga foi anunciado como novo ministro da Saúde nesta segunda, substituindo Eduardo Pazuello no cargo, mas ainda não tomou posse e a mudança na pasta ainda não foi publicada no Diário Oficial da União. Queiroga é médico, com área de atuação em hemodinâmica e cardiologia intervencionista. Ele também é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
JUÍZES CONSEGUEM AUTORIZAÇÃO PARA IMPORTAR VACINAS CONTRA A COVID-19