SENADOR FLÁVIO BOLSONARO ACABA DE COMPRAR UMA MANSÃO DE QUASE R$ 6 MILHÕES EM BRASÍLIA
O senador Flávio Bolsonaro, que semana passada conseguiu anular no STJ as quebras de sigilo bancário e fiscal do inquérito da rachadinha, acaba de comprar uma mansão de quase R$ 6 milhões em Brasília. O imóvel de luxo fica no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, bairro nobre da capital, e vinha sendo anunciado com destaque em sites de imobiliárias locais: "A melhor vista de Brasília da suíte máster", dizia um anúncio, já desativado. Nos últimos meses, Flávio e sua mulher visitaram discretamente outras casas de luxo, algumas às margens do Lago Paranoá e anunciadas por até R$ 10 milhões.
O novo negócio imobiliário do filho do presidente, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro com imóveis, foi cercado de cuidados. Em vez de procurar um cartório da capital, o senador optou por lavrar a escritura de compra num serviço notarial de Brazlândia, cidade-satélite a cerca de 45 km do Plano Piloto. Parte dos R$ 5,97 milhões pagos no imóvel foi financiada junto ao Banco Regional de Brasília (BRB), presidido por Paulo Henrique, nome do governador Ibaneis Rocha, que é aliado do clã Bolsonaro.
WYSIWYG Web Builder
FUTURO PRESIDENTE NÃO PODE SER CORRUPTO, DESONESTO OU IGNORANTE
A introdução de novos pré-candidatos – dos senadores da CPI Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Simone Tebet (MDB-MS) ao governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) – dispostos a encampar uma candidatura da chamada terceira via pouco alterou a escolha do eleitor para a disputa à Presidência da República em 2022. Embora haja uma avenida de desiludidos em busca de um candidato para tentar quebrar a polarização protagonizada pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva e pelo presidente Jair Bolsonaro, pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira 17 mostra que Lula mantém a dianteira, com patamares que variam de 42% a 46%, e Bolsonaro permanece na segunda colocação, com 25% ou 26%, a depender de quais são os demais adversários. A aparente estagnação de opções de terceira via contrasta com pesquisas internas de partidos que ainda tentam viabilizar um candidato que represente o eleitorado nem-nem, que não quer nem Lula nem Bolsonaro. Um levantamento encomendado pelo Podemos, partido que tenta filiar o ex-juiz Sergio Moro e lançá-lo como candidato, listou, por exemplo, o que o eleitor não quer dos políticos que se apresentam na corrida pelo Palácio do Planalto. Dos entrevistados, 47% dizem não tolerar um candidato a presidente corrupto, 19% rejeitam os desonestos e 9% os mentirosos ou falsos. Há ainda os que não querem candidatos a presidente que façam promessas falsas (7%), que sejam incompetentes (5%), ignorantes (4%) ou arrogantes e prepotentes (3%). Dois por cento dos entrevistados listam como ponto negativo que o candidato à Presidência seja truculento e 1% que seja antipático. Os protestos do domingo 12, convocados para se contrapor às manifestações governistas de 7 de setembro e supostamente expor o desejo de grande parte dos brasileiros por um candidato diferente de Lula ou de Bolsonaro, foram sintomáticos sobre a dificuldade de a terceira via sair do papel. Eles arregimentaram pouco público, e os movimentos e políticos em torno de uma candidatura longe da polarização não conseguiram transformar a procura por um nome em algo palpável para o eleitor que hoje se define como nem-nem. Nos últimos meses, representantes de siglas como PSDB, DEM, PSB, PDT e Podemos estabeleceram o mês de janeiro como marco final para que decidam se existe mesmo viabilidade para uma candidatura capaz de unificar o eleitorado que em 2022 não pretende votar nem no presidente, que disputará a reeleição, nem em Lula, atual líder nas pesquisas de intenção de votos. Um tanto quanto utópica, a proposta dos partidos é a de que em pouco mais de três meses o nome mais bem colocado entre todos os pré-candidatos tenha no mínimo dois dígitos nas pesquisas de intenção de votos e seja automaticamente ungido como o presidenciável da chamada terceira via. A proposição prevê ainda que todos os demais postulantes ao cargo abram mão de disputar o Palácio do Planalto. Fonte revista VEJA.




AUXÍLIO BRASIL DE BOLSONARO TAMBÉM É ‘AUXÍLIO CENTRÃO’; LEIA ANÁLISE
Conforme avança o processo de corrosão (lento, porém contínuo) de seu governo, Jair Bolsonaro observa o surgimento de obstáculos adicionais na corrida com barreiras que o separa da verdade das urnas. O mais recente deles é convencer o Centrão de que ainda possui “capacidade eleitoral”, termo usado por um dos líderes do bloco parlamentar para explicar a desconfiança quanto ao futuro do presidente. Trocando em miúdos, a pergunta é: Bolsonaro ainda tem chances de ser reeleito em 2022? Conforme avança o processo de corrosão (lento, porém contínuo) de seu governo, Jair Bolsonaro observa o surgimento de obstáculos adicionais na corrida com barreiras que o separa da verdade das urnas. O mais recente deles é convencer o Centrão de que ainda possui “capacidade eleitoral”, termo usado por um dos líderes do bloco parlamentar para explicar a desconfiança quanto ao futuro do presidente. Trocando em miúdos, a pergunta é: Bolsonaro ainda tem chances de ser reeleito em 2022? A reposta, em política, muitas vezes interessa menos do que a pergunta. Fragilizado, o presidente torna-se ainda mais refém do Centrão, seja porque Arthur Lira (Progressistas-AL) possui o poder de abrir um processo de impeachment, seja porque a partir de agora, sem o Auxílio Brasil turbinado, Bolsonaro corre o risco de ver o Centrão na campanha de seus adversários. Qual a “solução” encontrada pelo Centrão e pelo Planalto para incrementar a “capacidade eleitoral” de Bolsonaro? Distribuir dinheiro, ideia nada criativa e de fortes efeitos colaterais nas contas públicas, mas que, no imaginário político, está para os moribundos eleitorais como a poção mágica do druida Panoramix para Asterix. Porém, diferentemente do mundo das HQs, nada garante que Bolsonaro conseguirá esmagar seus inimigos. Com o preço da gasolina beirando R$ 7,50 em várias regiões do País e com 600 mil mortes por covid-19 no seu lombo, o presidente precisará de muito mais do que distribuir dinheiro. Certo, por enquanto, é que o Centrão fará bom uso do auxílio (pois já o fez nos governos petistas) em suas “bases” para, no futuro, quem sabe, barganhar apoio a outro presidente.
BOLSONARO DEVE OPTAR PELO PL APÓS CONVITE FORMAL DO PARTIDO

BRASÍLIA (Reuters) - Depois de praticamente fechar sua adesão ao PP, o presidente Jair Bolsonaro deverá optar no final pelo PL de Valdemar Costa Neto, disseram à Reuters duas fontes que acompanham o processo. Apesar da preferência inicial pelo partido de seu ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, a resistência de parte do PP, especialmente no Nordeste, em ser obrigado a dar palanque a Bolsonaro em 2022, dificultou o acordo. "Estava difícil alinhar os palanques estaduais", disse uma das fontes. Na semana passada, parte da direção do PL se reuniu em Brasília e fechou acordo para fazer um convite formal a Bolsonaro para ingressar no partido. Na segunda-feira, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, divulgou um vídeo nas redes sociais do partido reiterando o convite formal feito ao presidente. "Estamos reiterando o convite de filiação partidária dirigido ao presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e fiéis seguidores da causa brasileira sob sua liderança", disse. No mesmo dia, o senador Wellington Fagundes (MT) confirmou que o convite estava feito. "O que posso dizer hoje é que já temos o convite oficial. Na sexta tivemos uma conversa avançada e hoje fizemos o convite oficial ao presidente, que já sinalizou sua filiação ao PL, para construir um grande partido. O martelo está batido, o prego está fincado, só falta virar a ponta. Virar a ponta é assinar a ficha. Está bem consolidado e vamos trabalhar para construir um grande partido", disse a jornalistas em Cuiabá. De acordo com as fontes ouvidas pela Reuters, a filiação deve se dar em breve. Apesar de já ter dito que não ter pressa sobre sua filiação --a decisão poderia ser tomada até março de 2022--, Bolsonaro tem sido pressionado por seus aliados. Especialmente deputados e senadores, que precisam já trabalhar em suas campanhas, querem saber qual partido devem se filiar. Há cerca de um mês, aliados de Bolsonaro davam como certa sua filiação ao PP. Apesar da resistência de parte do partido, Ciro Nogueira --que além de ministro da Casa Civil é presidente do PP-- levou adiante o convite. A avaliação era, de acordo com uma das fontes, que a filiação de Bolsonaro daria ao partido a possibilidade de fazer pelo menos 20 deputados entre Rio de Janeiro e São Paulo sem esforço, um aumento de quase 50% da bancada atual na Câmara. No entanto, o partido tem diversos acordos estaduais, especialmente no Nordeste, com o PT, e fontes ouvidas pela Reuters explicaram que não há interesse de candidatos da região --onde o presidente tem seu pior desempenho nas pesquisas e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria hoje mais de 60% dos votos-- em dar palanque a Bolsonaro. Ao contrário, a intenção ainda é estar ao lado de Lula, maior rival do presidente. A ponto de parte dos deputados da região ameaçarem uma debandada. Já o PL estava entre os cotados por Bolsonaro, mas as conversas foram suspensas em determinado ponto, e retomadas na semana passada, quando ficou claro para o presidente que não teria no PP os palanques que gostaria e a liberdade para apontar candidatos como havia sido prometido. Além dos palanques, Bolsonaro quer o poder de apontar candidatos alinhados em alguns Estados, especialmente para o Senado. Estão em seu radar, por exemplo, colocar o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, como candidato ao Senado por Goiás, e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, para tentar o cargo pelo Rio Grande do Norte. De acordo com uma das fontes ligadas ao partido, a possibilidade de filiação e candidatura do presidente pelo PL interessa a Valdemar Costa Neto pelo mesmo motivo que Ciro Nogueira o queria no PP: aumentar a bancada com deputados ligados a Bolsonaro que podem atrair um número considerável de votos, como Carla Zambelli (PSL-SP). O partido tem hoje 43 deputados, 18 deles da região Nordeste, e também resistência à adesão de Bolsonaro, mas menor do que no PP. Depois do fracasso da tentativa de criar sua própria sigla, o Aliança pelo Brasil, Bolsonaro está sem partido desde o final de 2019. Suas negociações já passaram pelo PSL, PP, PTB, algumas siglas menores, como o Patriota, e o próprio PL, com quem teve altos e baixos. Bolsonaro colocava o PL entre os partidos aos quais poderia aderir há alguns meses, mas ainda não anunciou oficialmente sua decisão.
CIDADE GOVERNADA POR PAI DE LIRA RECEBE R$ 3,8 MILHÕES DE ORÇAMENTO SECRETO
O município de Barra de São Miguel, em Alagoas, que é governado por Benedito de Lira, pai do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), receberá R$ 3,8 milhões provenientes de emendas do relator, o chamado “orçamento secreto”. As informações são do jornal O Globo. De acordo com o jornal, o repasse ocorrerá por meio da superintendência da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), em Alagoas, que é comandada por um primo de Lira, João José Pereira Filho, indicado ao cargo pelo próprio presidente da Câmara. Com as emendas do relator, o deputado ou senador tem o poder de encaminhar diretamente aos ministérios sugestões de aplicações de recursos da União, o chamado orçamento secreto. Recentemente, a ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu temporariamente os repasses feitos pelo governo Jair Bolsonaro a parlamentares da base aliada por meio do orçamento secreto.

contador de visitas
BASTIDOR: AO MANTER ORÇAMENTO SECRETO, CONGRESSO INSTITUCIONALIZA O TOMA LÁ, DÁ CÁ
O Congresso Nacional aproveitou a exigência da transparência nas emendas de relator como uma desculpa para promover a institucionalização deste dispositivo, à revelia do que realmente decidiu o Supremo Tribunal Federal. A Câmara aprovou, por 268 votos a 31, projeto de resolução do Congresso Nacional que admite a distribuição desproporcional, sem seguir a exigência constitucional de equitatividade, previstas para as emendas individuais e de bancada. Assim, a maioria da Casa reafirmou a intenção de continuar usando o instrumento para barganha política, como o Estadão tem demonstrado ao longo do ano. O projeto também foi aprovado no Senado. O Legislativo não esperou a decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade das emendas de relator-geral do orçamento. O plenário do Supremo por 8 votos a 2, determinou a suspensão da execução dessas emendas temporariamente e mandou o Congresso dar ampla publicidade às emendas já distribuídas. Ao aprovar a proposta de resolução, o Congresso faz apenas uma parte do que o Supremo determinou: prever a transparência daqui para a frente. Mesmo assim, há brechas para que o toma lá, dá cá siga oculto. O texto permite que, na hora de registrar o autor do pedido de repasse, o relator-geral (cargo revezado entre Câmara e Senado anualmente) informe o nome de agentes públicos e até entidades da sociedade civil. Assim, um prefeito pode ter uma demanda atendida sem que se registre o nome do seu patrono, o parlamentar que lhe indicou o recurso. Esse risco é reconhecido por parlamentares que são contra o instrumento. Com isso, deputados e senadores não podem ser acusados de se venderem para o governo. Afinal, por esse modelo ninguém sabe quem recebeu recursos para votar como deseja o Palácio do Planalto. Além disso, se esse dinheiro for usado em alguma obra ou compra em que houve corrupção ninguém saberá que foi que destinou a verba. No quesito transparência, porém, o Ato Conjunto do Congresso, assinado na última quinta-feira, 25, pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), é considerado mais grave. Trata-se de um recado claro ao Supremo: o Congresso não vai cumprir a decisão judicial que determinou a divulgação dos nomes dos beneficiados com as emendas de relator-geral até agora. A narrativa da cúpula do Congresso de que não é possível atender a essa decisão não caiu bem na Suprema Corte e pode diluir o lado positivo da aprovação da resolução. Foi alegada a “inexistência de documentos que registrem essas solicitações”. No Supremo, a avaliação é que é possível conciliar a autonomia do poder Legislativo com os princípios da administração pública. Há alguma chance de sensibilização da maioria sobre a importância da liberação dos recursos. Mas, nos bastidores do Supremo, é dado como certo que a ministra Rosa Weber não dará o braço a torcer na exigência de ampla publicidade – afinal, não existe meia transparência. O ponto considerado principal, porém, é o entendimento que a atual Legislatura atropela o que definiu em 2019, quando aprovou Emenda Constitucional que prevê a impositividade das emendas individuais, sob argumento de impedir o toma lá dá cá. “Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que observe critérios objetivos e imparciais e que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria”.
MORO RECEBE PESQUISA E SE EMPOLGA: “EU VOU SER PRESIDENTE”

Moro ficou muito satisfeito com a reunião que teve com aliados do Podemos. Enquanto parlamentares e caciques da sigla insistem em lançá-lo para o Planalto em 2022, o encontro o deixou animado. Isso porque, o ex-juiz recebeu uma pesquisa interna, encomendada pelo grupo, que o coloca em posição confortável.
O DCM teve acesso a parte dos resultados desse levantamento que não foi divulgado e que deixou Moro satisfeito. Nesta pesquisa, ele aparece com 10% dos votos, pouco à frente de Ciro e mais distante de Dória. Isso o colocaria como a grande força da terceira via, que tenta emplacar um adversário a Lula e a Bolsonaro. Mas esses dados já são públicos, uma vez que as pesquisas divulgadas recentemente apontam para caminho semelhantes. O que chamou a atenção de Moro foi a possibilidade dele receber migração de votos do eleitor de Bolsonaro.
Moro candidato
Uma das questões da pesquisa perguntou ao eleitor de Bolsonaro se ele votaria em Moro. A resposta indica que metade do eleitorado do presidente é potencial votante para o ex-ministro da Justiça. Além de garantir que, assim, ele tem um potencial crescimento, as chances de ir ao segundo turno crescem.
Na reunião, falou-se que Moro pode chegar aos 25% de intenções de voto e isso o colocaria em disputa. Porque, em votos válidos poderia ser algo em torno de 30%, o que garantiria segundo turno. Se for, ele acredita que a sociedade o escolheria contra Lula. “Eu vou ser presidente”, teria dito o ex-juiz ao final da reunião.
Oficialmente, no entanto, ele pediu até novembro para tomar a decisão. Isso porque, Moro é contratado de uma empresa e não pode lançar candidatura até que o contrato termine, daqui a dois meses
.
CONGRESSO ANALISA HOJE PROJETO DE LIRA E PACHECO PARA MANTER O ORÇAMENTO SECRETO
BRASÍLIA - O Congresso Nacional se reúne hoje para votar um projeto conjunto da cúpula do Senado e da Câmara que propõe a manutenção do pagamento de verbas do orçamento secreto, sem o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para tornar públicos todos os dados dos parlamentares beneficiados. A oposição tenta mudar o texto, mas a base do governo e os parlamentares do Centrão têm maioria para manter a proposta. O projeto de resolução nº. 4 foi articulado pelos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), depois que o Supremo suspendeu, no início do mês, o pagamento das verbas que beneficiaram principalmente parlamentares aliados ao governo, e determinou medidas para dar transparência aos recursos já distribuídos. As emendas de relator-geral do orçamento (RP-9) vêm sendo usadas pelo Palácio do Planalto para conquistar apoio em troca de repasses do Orçamento da União a municípios e Estados em redutos eleitorais. Diferente de outras indicações de gasto feitas no Congresso, como as emendas individuais ou as de bancada, no caso da RP-9 os nomes dos políticos não são amplamente divulgados, diminuindo a possibilidade de controle e fiscalização. O instrumento foi revelado pelo Estadão em maio.
PROPOSTAS
A sessão que vai analisar o projeto na Câmara está marcada para as 14h. No Senado, para as 16h. Nove emendas ao texto foram protocoladas por congressistas das duas Casas, de oposição ou de partidos “independentes”, como Cidadania, Novo, MDB, Podemos e PSB. A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) sugere que haja “critérios para distribuição regional das emendas de relator autorizadas”. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) propõe a publicação de todos documentos em sistema público na internet, de forma que cada repasse possa ter seu autor individualizado. Atualmente, isso não ocorre e as emendas ficam todas atribuídas ao relator-geral. A proposta também retoma a ideia de haver uma trava ao valor, que ficaria limitado a 1% do total de despesas discricionárias previstas na Lei Orçamentária Anual. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) propõe que sejam “inadmitidas quaisquer emendas de relator que favoreçam ou facilitem, de qualquer modo, a pessoalidade na execução das respectivas despesas”. O projeto de resolução de Pacheco e Lira é menos rigoroso. Não prevê um teto às emendas de relator-geral, tampouco regras que impeçam a distribuição desigual dos recursos entre oposição e parlamentares da base do governo.
ATO
Paralelamente ao projeto, em ato conjunto, Pacheco e Lira descumpriram a liminar do STF para dar ampla divulgação aos congressistas beneficiados em 2020 e 2021, com o argumento de que a legislação vigente não a exigia. Como o Estadão revelou, documentos internos do governo mostram que ministros e políticos sem mandato, como dirigentes de partidos, indicaram repasses a redutos eleitorais. Após a nota, Pacheco e Lira apresentaram uma petição para reverter a decisão da Corte que impôs a divulgação dos dados. Para especialistas e técnicos de órgãos de controle, governo e Congresso são obrigados a dar transparência a essas indicações e a todos os critérios adotados para aprovação e execução das emendas, incluindo a digital de quem indicou o recurso.
FLÁVIO QUER CONVENCER BOLSONARO A NÃO IR PARA A REELEIÇÃO: “PENSA NO CARLOS
Aliados, o Centrão e agora o filho Flávio Bolsonaro querem ver o pai fora da disputa para as eleições de 2022. Todos com medo de uma iminente derrota para Lula. A sugestão é de que Bolsonaro vire candidato a Senador. o argumento é que ele venceria com facilidade e manteria o foro privilegiado. Segundo apurou o DCM, Flávio levou a sério a aflição do Palácio do Planalto com as pesquisas internas encomendadas por aliados do mandatário. A preocupação do senador visa também o irmão Carlos Bolsonaro que não pode ser candidato a nenhum cargo enquanto o pai for presidente.Com o número de pessoas que reprovam a gestão bolsonarista em crescimento, o mandatário disputaria a reeleição com grande chance de não ser reeleito. Nesse caso, ele ficaria como Carluxo, sem foro privilegiado. “Pensa no Carlos”, implorou Flávio ao pai.
ESTRATÉGIA DE FLÁVIO BOLSONARO É PAI NO SENADO
Com risco de não ir nem para o segundo turno por conta do crescimento de Sergio Moro, Bolsonaro teria que se desincompatibilizar para ser candidato a senador. Para isso, o mandatário precisaria renunciar – não podendo somente se afastar – de seu mandato em março. Desta forma, sem Bolsonaro como presidente, Carluxo poderia ser candidato a deputado e o plano de Flávio seria concretizado. Porém, ao escutar a proposta, Bolsonaro caiu na gargalhada. Avisou que, realmente, está cansado da presidência. Mas que não tem a intenção de concorrer ao Senado. Caso não vá para reeleição, pretende buscar um cargo como deputado federal. Ou simplesmente morar fora do Brasil por um tempo.
TCU PÕE EM BANHO-MARIA JULGAMENTO DE GASTOS DE BOLSONARO COM CARTÃO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O TCU (Tribunal de Contas da União) retirou de pauta e deixou em banho-maria o julgamento da auditoria dos gastos com cartão corporativo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus parentes. O processo, que estava previsto para ser julgado pelo plenário da corte nesta quarta-feira (1º), em sessão fechada, não tem nova data para a anális A decisão pela retirada do caso da pauta foi tomada pelo relator do caso, o ministro Raimundo Carreiro, pouco antes do início da sessão. Oficialmente, a corte não informou os motivos da retirada. Já nos bastidores, circula a informação de que houve pressão para que Carreiro não julgasse o caso, antes da análise do processo de suspeição contra ele, sob a relatoria do ministro Bruno Dantas. O pedido de suspeição foi motivado pelo fato de Bolsonaro ter indicado Carreiro para assumir a embaixada do Brasil em Portugal. A indicação foi aprovada nesta terça-feira (30), pelo Senado. Agora, o ministro aguarda a nomeação. Se o processo não for para a pauta, ele deverá ficar travado até a indicação de um novo ministro para o cargo, que receberá a nova relatoria. Isso porque não há data prevista para a análise do pedido de suspeição. Técnicos do tribunal avaliam que seria inusitado Carreiro querer julgar o processo antes da análise da suspeição no caso. Já oficialmente, a corte sustenta que isso poderia ocorrer porque o pedido de suspeição corre em outro processo. Uma corrente no TCU sustenta que Carreiro já pode ser considerado um funcionário de Bolsonaro em razão do cargo que irá assumir e, por isso, não deve mais julgar nenhum processo envolvendo o presidente. Já Carreiro afirmou à reportagem que pretende pautar novamente o processo para o próximo dia 8. Uma definição sobre a data em que Carreiro assumirá a embaixada depende do Itamaraty, conforme o ministro.
Se ele confirmar a intenção de levar o processo para votação, seria necessária uma definição sobre a suspeição antes da formalização da nova pauta. No TCU, não é comum que os ministros se rivalizem ou deem andamento a pedidos de suspeição. O tribunal tem natureza política, e é comum que decisões sejam tomadas após um alinhamento prévio de entendimentos. O pedido de sigilo sobre os gastos do cartão corporativo de Bolsonaro partiu da Presidência da República, segundo Carreiro, o que foi aceito no curso do processo no TCU. O ministro afirmou à reportagem que o pedido de sigilo na documentação foi feito pelo "gestor da Diretoria-Geral da Presidência". O processo no TCU tem como parte a Secretaria-Geral da Presidência. O chefe da pasta, que despacha no Palácio do Planalto, é o general Luiz Eduardo Ramos. Ele assumiu o cargo em julho, depois de passar pela Casa Civil. Chegou esvaziado à função. Antes dele, o titular da Secretaria-Geral era Onyx Lorenzoni, agora titular do recém-recriado Ministério do Trabalho e da Previdência. Carreiro afirmou que não há motivo para que ele seja declarado suspeito no caso. E disse que pretende levar o caso para julgamento na próxima semana em uma sessão secreta, da mesma forma como estava previsto para esta quarta. "Eu fui elogiado [pelo presidente]. A alegação para a suspeição foi por isso, não porque eu fui indicado para a embaixada. Não vou declarar-me suspeito", disse o ministro. O pedido de suspeição foi movido pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO), integrante da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Com a saída do ministro, o processo de suspeição seria arquivado, por perda de objeto. "É preciso corrigir isso, não dá para um ministro que foi indicado para embaixador continuar na condição de relator desse processo", disse o deputado à Folha. "A indicação dele não foi técnica, foi política, até porque ele não tem carreira na diplomacia. Foi premiado a um cargo pelo presidente, como vai dizer que é isento em fiscalizá-lo", afirmou Vaz. A equipe do deputado levantou que Bolsonaro apresenta um gasto médio mensal de R$ 1,5 milhão no cartão corporativo. Em 2019, usou R$ 14, 8 milhões; em 2020, R$ 19,1 milhões e, até o mês de outubro deste ano, R$ 14,4 milhões. Até agora, congressistas não conseguiram ver detalhes dos gastos nem tiveram acesso ao relatório produzido pelo TCU. Em agosto de 2019, Bolsonaro prometeu mostrar aos veículos de imprensa o extrato de seu cartão corporativo pessoal, mas até hoje não o fez. "Eu vou abrir o sigilo do meu cartão. Para vocês tomarem conhecimento quanto gastei de janeiro até o final de julho. Ok, imprensa? Vamos fazer uma matéria legal?", afirmou na época. Os cartões corporativos são usados no serviço público para despesas como compra de materiais, prestação de serviços e abastecimento de veículos oficiais, por exemplo. Os valores totais da gestão pública são abertos, mas há sigilo sobre despesas consideradas de segurança nacional, como a alimentação e o transporte do presidente. Hoje, três nomes estão no páreo pela vaga de Carreiro: os senadores Antônio Anastasia (PSD-MG), Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado, e a senadora Kátia Abreu (PP-TO), considerada favorita. Carreiro oficialmente só iria se aposentar em 2023, portanto não haveria a necessidade de o Senado decidir agora o sucessor. No entanto, Bolsonaro decidiu indicá-lo para o posto em Lisboa, inicialmente, para poder indicar alguém de sua confiança para o cargo. O governo, no entanto, voltou a se aproximar de Kátia Abreu e por isso ela se tornou a candidata do Palácio do Planalto. Por outro lado, Anastasia é visto pelos senadores como o mais preparado para assumir a vaga no TCU, por seu conhecimento na área do direito e sua atuação técnica no Legislativo. A assessoria do TCU respondeu que "a inclusão ou retirada de processo de pauta é prerrogativa do relator e não é necessária justificativa" e que o ministro não deu previsão de retorno do caso à pauta.
PF FAZ OPERAÇÃO CONTRA FRAUDES NA COMPRA DE REMÉDIOS DE ALTO CUSTO

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 30, a Operação Rarus contra supostas fraudes envolvendo a entrega de medicamentos de alto custo comprados com dinheiro público para pessoas portadoras de doenças raras após decisões judiciais.
Agentes cumprem oito mandados de busca em São Paulo e no Distrito Federal expedidos pela 12ª Vara Federal Criminal de Brasília. A ofensivas miras possíveis crimes de corrupção e violação de sigilo funcional.
De acordo com a PF, as investigações apontam que, entre 2015 e 2018, as ações judiciais eram "patrocinadas por uma indústria farmacêutica que se valia de uma associação de pacientes para induzir médicos a prescreverem os seus produtos".
MOURÃO ABANDONA DE VEZ O BOLSONARISMO E SE APROXIMA DE MORO
Após ser abandonado pelo presidente Jair Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão passou a conversar recentemente com o ex-ministro Sergio Moro. O mandatário já deixou claro que não conta com ele para o projeto da reeleição. Em outros momentos, Bolsonaro já disse a aliados que cogitava entregar a vice a um evangélico ou a uma mulher, preferencialmente de um estado do Nordeste, reduto de Lula. Com informações do Globo. Depois dos recados explícitos, interlocutores de Bolsonaro fizeram chegar a Mourão que o presidente está disposto a apoiá-lo ao cargo que ele escolher concorrer em 2022, desde que não haja conflitos com interesses do núcleo mais próximo do mandatário da República.Antes mesmo de receber o sinal, de olho no futuro, Mourão, que é filiado ao PRTB, já vinha conversando com partidos. Recebeu convites para entrar no PP, PL, PSD, Republicanos e no próprio Podemos, sigla de Moro. A ponte Moro-Mourão foi pavimentada por amigos em comum. Ex-integrante do atual governo, o general Santos Cruz é um dos entusiastas da aproximação. O militar defende até que Mourão continue na cadeira de vice, mas em uma gestão Moro.                                    MOURÃO NEGA ESTRATÉGIA DE MORO
O ex-juiz tem tentado atrair integrantes das Forças Armadas para seu projeto eleitoral. Os militares são a principal base de Bolsonaro desde o início de sua carreira política. Há cerca de um mês, um amigo em comum avisou ao vice-presidente que Moro iria procurá-lo, o que de fato ocorreu. De lá para cá, o vice-presidente e o ex-ministro da Justiça vêm trocando mensagens. Moro perguntou-lhe o que havia achado de seu discurso na cerimônia de filiação ao Podemos. Mourão elogiou. Também já trocaram considerações a respeito da PEC dos Precatórios e o “Orçamento Secreto” Mourão não fala sobre o assunto publicamente. Quando perguntado por interlocutores próximos se pretende reencontrar Moro pessoalmente, se diz escaldado.O encontro vazou e irritou o presidente,que se sentiu traído. Esse foi um dos muitos capítulos de desentendimento da desgastada parceria entre Bolsonaro e Mourão.
MORO ANUNCIA PASTORE EM SUA EQUIPE DE CONSELHEIROS ECONÔMICOS PARA 2022
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pré-candidato à Presidência da República, o ex-juiz federal Sergio Moro (Podemos-PR) disse em entrevista ao Conversa com Bial na madrugada desta quarta-feira (17) que o ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore faz parte de um grupo que ele reuniu para discutir os rumos econômicos do Brasil. "É um dos melhores nomes do país", afirmou. Segundo o ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro, Pastore o assessora em relação à macroeconomia. "É importante controlar a inflação." ,,Em afirmação recente à Folha, Pastore disse que o Brasil deve permanecer por bastante tempo com um câmbio depreciado, fator que dificulta o combate à inflação e que não resolverá sozinho o problema de falta de competitividade da indústria brasileira. Pastore afirmou também que o país corre o risco de perpetuar alguns erros do passado caso reeleja Bolsonaro (sem partido) ou o ex-presidente Lula (PT). Ele se declara otimista com uma terceira via social-democrata, com um modelo econômico de Estado provedor e que reduza desigualdades. Na entrevista à Globo, Moro preferiu não revelar outros nomes que fazem parte do grupo de economistas reunidos por ele. Alegou que é melhor manter o sigilo porque "o projeto ainda está sendo construído". O "projeto", admitiu, é a sua candidatura à Presidência da República em 2022. "Me sinto habilitado a construir esse projeto de país com a população brasileira", respondeu sobre a disputa eleitoral. Para Moro, é importante evitar que o país "caia no desespero de extremos'', referindo-se a Bolsonaro e a Lula. Na parte final da entrevista, o ex-juiz respondeu genericamente sobre seus planos para controlar o preço dos combustíveis. Segundo ele, é preciso fazer isso com "as políticas econômicas certas". Moro disse ainda que uma das causas do aumento dos preços é a inflação e isso é responsabilidade do governo. Ele também respondeu sobre mineração e exploração econômica em terras indígenas. Afirmou que no período em que foi ministro percebeu que há situações diferentes entre os indígenas, como os que vivem isolados e os que desejam ter atividades econômicas. Para Moro, é preciso ter amparo e soluções para cada situação. Apesar de admitir a candidatura, o ex-juiz prega o diálogo com outros líderes políticos para encontrar pontos em comum. "Essa união tem que ser em cima de um projeto", defendeu, afirmando que é preciso "colocar o Brasil nos trilhos". Pouco depois de sua filiação ao Podemos, na quarta-feira (10), Moro se encontrou com o presidente do DEM, ACM Neto, e discutiu o apoio do partido à sua empreitada eleitoral. Assim como fez no ato de sua filiação partidária, Moro defendeu o legado da Lava Jato na entrevista para o jornalista Pedro Bial e repetiu críticas a Bolsonaro e Lula. Sobre o presidente da República, reafirmou que Bolsonaro boicotou o projeto de combate à corrupção que teria sido o motivo para ele aceitar ser ministro da Justiça. Em relação a Lula, negou ter questões pessoais contra o ex-presidente e garantiu que agiu apenas como juiz que aplica a lei nos processos que envolviam o petista. "Durante o governo dele aconteceram os maiores escândalos, como o mensalão e o Petrolão", disse. "A Petrobras foi saqueada como nunca antes nesse país." Juiz da Lava Jato, Moro abandonou a magistratura para assumir o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro, com quem se desentendeu -isso motivou seu pedido de demissão em abril do ano passado. Neste ano, Moro sofreu uma dura derrota no STF (Supremo Tribunal Federal), que o considerou parcial nas ações em que atuou como juiz federal contra o ex-presidente Lula (PT). Com isso, foram anuladas ações dos casos tríplex, sítio de Atibaia e Instituto Lula. Diferentes pontos levantados pela defesa de Lula levaram à declaração de parcialidade de Moro, como condução coercitiva sem prévia intimação para oitiva, interceptações telefônicas do ex-presidente, familiares e advogados antes de adotadas outras medidas investigativas e divulgação de grampos. A posse de Moro como ministro de Bolsonaro também pesou, assim como os diálogos entre integrantes da Lava Jato obtidos pelo site The Intercept Brasil e publicados por outros veículos de imprensa, como a Folha, que expuseram a proximidade entre Moro e os procuradores da Lava Jato. Em resumo, no contato com os procuradores, Moro indicou testemunha que poderia colaborar para a apuração sobre Lula, orientou a inclusão de prova contra um réu em denúncia que já havia sido oferecida pelo Ministério Público Federal, sugeriu alterar a ordem de fases da operação Lava Jato e antecipou ao menos uma decisão judicial. Moro sempre repetiu que não reconhece a autenticidade das mensagens, mas que, se verdadeiras, não contêm ilegalidades. Na entrevista a Bial, Moro disse que mudanças recentes de jurisprudência no STF enfraqueceram o combate à corrupção. Ele citou apegos a tecnicismos como causas dessas mudanças, que considera negativas. "A verdade é uma só: mensalão e Petrolão. E agora rachadinha", afirmou, como um bordão de campanha. A entrevista terminou com a repetição de uma pergunta feita por Bial em 2019, quando Moro foi entrevistado no programa, sobre o último livro que havia sido lido pelo ex-juiz. Na ocasião, o então ministro não lembrou. Mais preparado, dessa vez ele citou a obra "O rio da dúvida", sobre uma expedição de Theodore Roosevelt e Cândido Rondon na floresta amazônica.
POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL DETÉM MULHER QUE OFENDEU BOLSONARO
Uma mulher de 40 anos foi detida depois de proferir palavras de baixo calão e xingamentos contra o presidente Jair Bolsonaro, que estava em Resende (RJ) para a formatura dos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras. A ação aconteceu na manhã deste sábado (27). Antes de seguir para a cerimônia na Aman, Bolsonaro foi até a margem da Via Dutra para acenar para motoristas que passavam pela rodovia e cumprimentar os policiais rodoviários federais que atuaram na segurança dele. A mulher estava em um dos carros que passou pelo presidente. Além de Bolsonaro, membros da comitiva e outras pessoas que estavam presentes testemunharam as ofensas. Segundo a PRF, “o (xingamento) mais expressivo foi ‘Bolsonaro filho da puta”’. Após os xingamentos, o carro foi abordado pela PRF e a mulher foi detida por injúria contra o presidente da República e levada para a delegacia da Polícia Federal de Volta Redonda. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a medida foi tomada com base nos artigos 140 e 141 do Código Penal, que trata de crime de injúria, com pena de um a três anos e multa, aumentados em um terço se o alvo das ofensas for o presidente da República ou um chefe de governo estrangeiro. O crime de injúria ocorre quando são atribuídas palavras ou qualidades ofensivas a uma pessoa, quando são expostos defeitos ou opiniões que desqualifiquem a pessoa, atingindo sua honra e moral. O exemplo mais comum são os xingamentos. Em nota, a Polícia Federal informou que foi lavrado um termo circunstanciado pelo crime de injúria. A mulher foi liberada após assumir o compromisso de comparecer em juízo.
LÍDER RELIGIOSO DOS EUA QUE FAZIA CAMPANHA CONTRA VACINA NA TV MORRE DE COVID-19
O líder religioso Marcus Lamb morreu aos 64 anos, semanas depois de contrair a Covid-19. O presidente e fundador da Day Star Television sempre se opôs a vacinação contra a doença. A rede de televisão chegou a dedicar horas de transmissão a ativistas e grupos anti-lockdown e antivacinação. “É com o coração pesado que anunciamos que Marcus Lamb, presidente e fundador da Day Star Television, voltou para casa de Deus nesta manhã. A família pede que a privacidade seja respeitada neste momento de luto de uma perda tão difícil. Por favor, continuem a colocá-los nas suas orações”, informou a emissora nas redes sociais. O filho de Lamb, Jonathan Lamb, substituiu o pai em uma transmissão da Daystar de 23 de novembro e implorou aos ouvintes que orassem pela recuperação dele. De acordo com a esposa de Marcus, Joni Lamb, o marido tinha diabetes e desenvolveu uma pneumonia após ser diagnosticado com Covid-19. “Ele acreditava 100% em tudo o que falamos aqui na emissora. Continuamos acreditando nisso, obviamente”, afirmou a viúva.
VOTAÇÃO DA PEC DA PRISÃO EM 2ª INSTÂNCIA É ADIADA PARA PRÓXIMA 3ª FEIRA
O presidente da comissão especial que analisa a PEC da prisão em 2ª instância na Câmara, deputado Aliel Machado (PSB-PR), anunciou nesta 4ª feira (1º.dez.2021) que a análise da proposta foi adiada para a próxima 3ª feira (7.dez.2021) a pedido do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Segundo Machado, Lira argumentou querer conversar com líderes de partidos antes para azeitar a votação do texto. Meia hora depois do início previsto para a sessão, a comissão também não havia atingido o quórum mínimo para abertura dos trabalhos. A proposta de emenda à Constituição estabelece o início do cumprimento de pena depois da condenação em 2ª instância. O texto está parado na comissão especial desde o ano passado. Segundo Machado, ele e outros deputados se mobilizaram para retomar a discussão agora que a Casa voltou aos trabalhos presenciais. Ele também citou o fim da CPI da Covid, no Senado, como motivo. “Esses 2 fatores poderiam atrapalhar a atenção que queremos para a PEC, até para mobilizar pela aprovação”, disse. O relator, deputado Fabio Trad (PSD-MS), disse concordar com o adiamento. “Política não se faz com afobação. Embora tenhamos que ter o norte da celeridade, cautela recomenda aceitar pedido do presidente da Casa”, disse. Ele classificou a proposta como um “troféu” da Câmara e da sociedade. “É um troféu também de todos aqueles que, de forma honesta e desprendida, lutam para que o Brasil tenha justiça efetiva, equitativa, desprovida de burocracias estéreis e compromisso com resolução”, disse. A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) sugeriu que a comissão se organizasse para pedir a Lira que levasse a PEC diretamente para votação em plenário. Machado, no entanto, discordou. Para ele, é mais “estratégico ter um relatório aprovado pela comissão para fortalecer a votação em plenário”. Trad já apresentou seu parecer, mas ainda não o leu formalmente, procedimento exigido nas comissões. Segundo Machado, a intenção da comissão é votar a proposta no colegiado ainda neste ano. Leia a íntegra (979 KB) do parecer. A deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF) lembrou que, antes de ser eleito para comandar a Câmara, Lira se comprometeu formalmente com a Frente Parlamentar de Combate à Corrupção de que colocaria a proposta em votação. A pauta ganhou força em 2019 depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu a prisão de condenados em 2ª instância, mudando entendimento anterior do próprio tribunal. Uma das consequências da decisão foi a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em março de 2021, o ministro Edson Fachin anulou as condenações contra o petista na Lava Jato.Para entrar em vigor, a proposta também precisa passar pelo Senado. PECs não precisam de sanção presidencial. O Congresso promulga depois de aprovar.