JUNGMANN: BOLSONARO DETERMINOU QUE JATOS SOBREVOASSEM STF PARA QUEBRAR VIDROS...
BOLSONARO MANDOU A FAB SOBREVOAR STF PARA QUEBRAR VIDRAÇAS, DIZ EX-MINISTRO DA DEFESA. Raul Jungmann afirmou que Jair Bolsonaro mandou a FAB destruir as vidraças do STF. Em "guerra" com o Judiciário, o presidente pediu no Senado o impeachment de Alexandre de Moraes Jungmann foi ministro dos governos FHC e Michel Temer Ex-ministro dos governos FHC e Michel Temer, Raul Jungmann afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mandou que as Forças Armadas quebrassem as vidraças do STF (Supremo Tribunal Federal). O chefe do Executivo, em "guerra" com o Judiciário, pediu no Senado o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Segundo Jungmann, em entrevista à revista Veja, os últimos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica deixaram seus cargos, em março, por respeito à Constituição Federal e por não se dobrarem às pressões políticas de Bolsonaro. Bolsonaro entra com ação para proibir STF de abrir inquérito sem aval do Ministério Público. Subprocuradora que não viu crime de Bolsonaro ao ignorar máscara pediu punição a desembargador que desprezou item. CNN desmente Alexandre Garcia ao vivo após fala sobre vacinas "Os três foram demitidos porque se recusaram a envolver as Forças Armadas nas declarações e nos atos do presidente da República", disse o ex-ministro, revelando o episódio que, segundo ele, foi a gota d'água para a saída dos comandantes. "Ele [Bolsonaro] chamou um comandante militar e perguntou se os caças Gripen estavam operacionais. Com a resposta positiva, determinou que sobrevoassem o STF acima da velocidade do som para estourar os vidros do prédio. Bolsonaro mandou fazer isso, tenho um depoimento em relação a isso. Ao confrontá-lo com o absurdo de ações desse tipo, eles foram demitidos.
BOLSONARO É INCLUÍDO EM INQUÉRITO DAS FAKE NEWS DO STF POR ATACAR URNAS ELETRÔNICAS
O pedido de apuração foi baseado nos ataques, sem provas, feitos pelo presidente às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral do país. Bolsonaro é incluído em inquérito das fake news do STF por atacar urnas eletrônicas. Segundo juristas, a investigação têm a possibilidade de, no caso de uma condenação, deixar Bolsonaro inelegível. TSE também aprovou por unanimidade a abertura de um inquérito administrativo no âmbito do tribunal para apurar ataques à legitimidade das eleições. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu, nesta quarta-feira (4), que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) será incluído como investigado no inquérito da fake news por atacar as urnas eletrônicas.Segundo juristas, a investigação têm a possibilidade de, no caso de uma condenação, deixar Bolsonaro inelegível, o que tiraria o atual  presidente de uma possível disputa de reeleição em 2022. Na segunda-feira (2), por unanimidade em plenário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu ao STF para que o presidente fosse investigado no inquérito que apura a disseminação de fake news.
SÉRGIO REIS PEDE DESCULPAS PELO ÁUDIO
O cantor e ex-deputado federal por São Paulo (2015-2019) Sérgio Reis pediu desculpas por áudio em que convoca  mobilizações de caminhoneiros a favor do presidente e faz ameaças aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A mensagem viralizou no último domingo (15.ago.2021). Sérgio Reis disse que entregaria em 8 de setembro uma “intimação” ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para que “aprove” o voto impresso e derrube os 11 ministros do STF em até 72h. “Eu errei, quero pedir desculpas, até ao Supremo”, afirmou à TV Record. A entrevista será transmitida na noite de domingo (22.ago.2021) pelo programa Domingo Espetacular. A fala foi divulgada na noite da 6ª feira (20.ago) em uma chamada do semanário. A declaração à Record foi feita antes de  Sérgio Reis ter sido alvo de mandato de mandados de busca e apreensão da PF (Polícia Federal). A ação foi solicitada pela PGR (Procuradoria Geral da República) e autorizada pelo STF. O programa Domingo Espetacular também ouviu o ex-político depois da ação. As declarações de Reis sobre o ato não foram divulgadas pela emissora. “Agora estão querendo acabar comigo como se eu fosse bandido. Eu não sou bandido”, disse ao se defender das críticas à sua f   ala.

MENSAGEM AOS CAMINHONEIROS

O cantor disse, na mensagem que enviou a caminhoneiros, que, caso as reivindicações do grupo não fossem atendidas “o país vai parar”. Afirmou: “Não é um pedido, é uma ordem. É assim que eu vou falar com o presidente do Senado”. Em entrevista à Record, disse que falou “bobagem“. Afirma que foi um “amigo da onça” que vazou seu áudio. “Pensei que não teria essa repercussão, que não ia vazar isso aí”, disse. A PF executou na  6ª feira (20.ago) mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o cantor e o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ). Os mandados e abertura de inquérito contra os alvos da operação atendem a pedido da PGR, que investiga manifestações contra as instituições. A petição foi assinada pela subprocuradora-geral Lindora Araújo. O ministro do STF Alexandre de Moraes também proibiu o ex-deputado e cantor Sérgio Reis de se aproximar da Praça dos Três Poderes, dos ministros do STF e dos Senadores da República. A decisão foi publicada na 6ª feira (20.ago), junto com a autorização para a PF (Polícia Federal) realizar busca e apreensão contra o artista.
A CADA SEIS DIAS PRESIDENTE BOLSONARO É ALVO DE UMA NOVA AÇÃO JUDICIAL
Na média, o presidente Jair Bolsonaro foi alvo de uma nova ação judicial a cada seis dias, desde o início de seu mandato, em 2019. Os processos, em sua maioria, são movidos por pessoas comuns, que dentre outas reclamações, questionam a atuação de Bolsonaro frente à pandemia, o envolvimento dos filhos do presidente na administração pública e o uso das estruturas do governo para promoção pessoal. As informações são do jornal O Globo. Nesse período, a Advocacia-Geral da União (AGU) tem defendido o presidente da República em 160 processos, distribuídos por 17 estados e o Distrito Federal. Cerca de 27,5% deles questionam a atuação de Bolsonaro durante a pandemia. Segundo a publicação, o número de ações já é maior do que as movidas contra os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.
COM SUSPENSÃO DE MENDONÇA, PRESIDENTE DO STJ É SUGERIDO PARA VAGA NO STF
Brasília,17/06/2016. Ministro Humberto Martins, da Corte do Superior Tribunal de Justiça-STJ.
Foto : Sergio Amaral/STJ
Com a sinalização do presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), de que manterá em suspenso a sabatina de André Mendonça ao STF (Supremo Tribunal Federal), um grupo de senadores tem defendido que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) troque a sua indicação para a vaga de Marco Aurélio Mello.Segundo relatos feitos à CNN Brasil, neste final de semana, senadores independentes e governistas fizeram chegar ao Palácio do Planalto a avaliação de que o nome do presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins, teria apoio suficiente para destravar a marcação da sabatina na CCJ e ser aprovado pelo Senado Federal, com o voto inclusive de senadores da oposição. Nome de Humberto Martins tem o apoio tanto de senadores independentes como governistas. Bolsonaro, no entanto, já sinalizou que não pretende desistir da indicação do ex-advogado-geral da União De acordo com auxiliares palacianos, no entanto, Bolsonaro sinalizou que não pretende desistir da indicação de André Mendonça, mesmo diante de um impasse para a sabatina na CCJ.
O INIMIGO DOS INDÍGENAS E DO POVO BRASILEIRO

Jair Bolsonaro trabalha de maneira contrária à preservação indígena. Isso é fato. Logo que assumiu a presidência disse: “cada vez mais o índio é um ser humano igual a nós”. Os anos se passaram e, agora, além de atacar verbalmente os povos originários, o presidente também lhes tira a terra. Nos últimos trinta e cinco anos, o mandatário foi o único presidente da República a não demarcar nenhuma terra indígena. Pelo contrário, ao longo de seu governo, vem incentivando a devastação das florestas e diminuindo a fiscalização no que diz respeito ao garimpo ilegal em aldeias. Além disso, é, agora, durante o seu governo, que o Marco Temporal ganha contornos concretos e desanima a população defensora dos direitos humanos. Afinal, a ação, que já foi aprovada na Câmara e está agora no Supremo Tribunal Federal, tem como objetivo fazer com que os povos indígenas só tenham direito de reivindicar suas terras se as habitavam a partir da Constituição de 1988. Por essas e outras, os indígenas não tiveram escolhas senão lutar pela própria sobrevivência. Estão acampados em Brasília, desde o último dia 22, no movimento “Luta pela Vida”, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas. “Não podemos nos calar diante desse cenário violento”, diz Sônia Guajajara, uma das lideranças que está à frente do movimento. Querem uma reação protetiva dos Poderes. Por mais que Bolsonaro tenda a destruir a população indígena, ele se esquece que o sinônimo desse povo é a resistência. Lutam há quinhentos anos e não seria agora o momento de desistir. Sabem muito bem que o objetivo do atual governo é incentivar a derrubada das florestas. Para eles, perder a terra é como matar o corpo e a alma. Nossas etnias estão dispostas a provar que elas são muito maiores do que um presidente mal intencionado.
ASSESSOR DO SENADOR MARCOS ROGÉRIO VIRA ALVO DA POLÍCIA FEDERAL EM INVESTIGAÇÃO POR TRÁFICO
Na última quarta-feira (01), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Marcelo Guimarães Cortez Leite, assessor do senador Marcos Rogério (DEM-RO). Após a operação da PF, Rogério exonerou o funcionário de seu gabinete. As informações são do UOL. De acordo com a Polícia Federal, as investigações estão desarticulando um esquema criminoso de envio de carregamento de drogas de Rondônia para Fortaleza, no Ceará. Em Porto Velho, as autoridades investigam a lavagem de dinheiro do esquema. Segundo os investigadores, o grupo movimentou uma tonelada de cocaína e chegou a receber R$1,5 milhão em 15 dias. Segundo a coluna de Juliana Dal Piva, do UOL, Marcelo ficava em Porto Velho. Ele é casado com uma promotora local e era tido como alguém de confiança. Em comunicado, a assessoria de Marcos Rogério revelou que o parlamentar foi “surpreendido com a notícia de busca e apreensão na casa de um dos meus assessores, lotado no escritório de apoio parlamentar de Porto Velho, RO. Não tenho informações se existe ou não envolvimento na prática de algum ilícito, mas em decorrência das investigações em curso decidi exonerá-lo, aguardando maiores esclarecimentos dos fatos”. Conforme a PF, verificou-se que “integrantes do grupo atuavam em duas frentes: um núcleo responsável na remessa de droga em carretas para o estado do Ceará e outro na ocultação do patrimônio”. As investigações, que iniciaram em agosto do ano passado, foram intensificadas em novembro de 2020, após o líder do grupo ser preso. A Polícia Federal ainda informou que “sete remessas de drogas foram apreendidas totalizando cerca de uma tonelada de cocaína”. Além disso, o “dinheiro da droga era recebido de forma dissimulada em contas bancárias” em nome de terceiros e empresas.
BOLSONARISTAS COMPARTILHAM ÁUDIO FALSO ATRIBUÍDO A MILITAR MORTO HÁ 20 ANOS COMO CONVOCAÇÃO PARA 7 DE SETEMBRO
Fernando Baumeier, de 57 anos, foi surpreendido ao constatar que grupos bolsonaristas estavam compartilhando um áudio atribuído ao seu pai, o capitão de Mar e Guerra Fernando Catta Preta Baumeier, morto há 20 anos. No áudio compartilhado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o capitão Fernando Catta estaria convocando pessoas a irem a Brasília, no dia 07 de setembro, para exigir a saída de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com exceção de Kássio Nunes Marques. A gravação, contudo, não foi feita pelo pai de Fernando. “Estão usando nomes de mortos para fazer fake news agora. Meu pai morreu há 20 anos e de forma alguma faria esse áudio. Nunca foi autoritário, era um democrata, mesmo com a formação militar dele, não o vejo desrespeitando a Constituição”, contou o filho do capitão.
CÂMARA EMPURRA MAIS MUDANÇAS PARA AS ELEIÇÕES DE 2022, ESCONDIDAS EM UM PROJETO DE 400 PÁGINAS
A boiada segue passando na Câmara dos Deputados. Os parlamentares começaram a debater no plenário nesta quinta-feira, 2 de  setembro, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 112/21, que institui um novo Código Eleitoral, com mais de 900 artigos e quase 400 páginas, e que pretende impor diversas mudanças já a partir das eleições de 2022. O plano é de que o texto seja votado e aprovado na próxima semana. A maior parte desses artigos consolida em leis resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de forma a garantir mais segurança jurídica ao processo eleitoral. O diabo, como sempre, mora nos detalhes. O texto carrega mudanças controversas, como uma quarentena de cinco anos após deixarem os cargos para policiais, militares, membros do Ministério Público e juízes se candidatarem, ou a proibição da divulgação de pesquisas eleitorais na véspera e no dia da eleição. Mas a principal crítica entre analistas e parlamentares é a pressa do Parlamento para aprovar mudanças tão importantes. Nenhuma eleição no Brasil é igual a outra desde 1988. A cada quatro anos o Congresso Nacional aprova alterações para os pleitos seguintes. A última ocorreu em 2017, quando os parlamentares acabaram com as coligações proporcionais e instituíram uma cláusula de barreira com o objetivo de enxugar o quadro partidário. Fruto de longos debates na sociedade civil, na imprensa e no próprio Congresso, essas mudanças constantes não são necessariamente ruins, porque podem significar evoluções e um amadurecimento do sistema eleitoral. O problema é que, agora, num contexto de pandemia de coronavírus e com sessões sendo realizadas por videoconferência, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), vem imprimindo um ritmo de urgência a pautas delicadas, sem passar muitas vezes por comissões ou debates mais amplos. No início de agosto, um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) voltou a implementar as coligações proporcionais para as eleições de 2022 quatro anos depois da mesma Câmara derrubá-las —como o fim delas só começaria a valer a partir do ano que vem, não deu tempo de o país sequer avaliar os resultados da mudança. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já disse que não pretende pautar a alteração. Nesta semana, a Câmara votou a toque de caixa uma reforma tributária que, segundo analistas, geram problemas graves de arrecadação. Agora, a Casa dá mais um passo apressado para impor novas mudanças para as eleições. “Vejo com muita preocupação o fato de a Câmara estar aprovando com muita pressa. Tanto a PEC [da reforma política] como o Código Eleitoral são pontos sensíveis. Precisam de um debate mais demorado e envolvendo mais atores”, explica Leonardo Martins Barbosa, cientista político do IESP/UERJ e pesquisador do Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).
FREIO NA REFORMA
As criticas ao projeto geraram a campanha “Freio na Reforma”, que conta com mais de 30 organizações da sociedade civil, entre elas o Movimentos Transparência Partidária, ITS Rio, o Pacto Pela Democracia e o Movimento Livres. Em conjunto com cinco deputados federais e dois senadores, entraram com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira, 31 de setembro, pedindo que fosse formada uma comissão especial para analisar o projeto. “O regimento interno é muito expresso ao determinar que, para fazer qualquer tipo de mudança no código, é preciso constituir uma comissão especial”, explica o advogado Irapuã Santana, que assinou a petição ao Supremo. “Foi feito apenas um grupo de trabalho que o próprio Lira escolheu os membros, sem nenhuma representatividade, sendo que uma comissão especial deve guardar uma proporcionalidade, deve ser por votação... Uma série de regras do legislativo não foram cumpridas”, acrescenta. Os próprios deputados chamavam atenção nesta quinta para as surpresas que tinham a cada nova leitura do relatório.