RIO — O prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), afirmou, na manhã desta sexta-feira, que "um governante de uma cidade de mais de um milhão de habitante jamais poderá ser orientado por uma promotora que nunca governou uma cidade". A declaração foi uma resposta a determinação do Ministério Público (MP) do Rio, que, na quinta-feira, recomendara que a vacinação na cidade da Baixada tivesse como público-alvo pessoas acima de 80 anos. Caxias decidiu vacinar pessoas acima de 60 anos, em um procedimento que provocou tumulto e aglomeração. O MP deu um prazo de 48 horas para o município se posicionar.
— Para mim, pouco importa (a orientação). Eu não posso ouvir opinião de especialista ou não posso ouvir a orientação do MP, jamais. Um governante da cidade de um milhão de habitantes jamais poderá ser orientado por uma promotora que nunca governou uma cidade. Fui eleito, quem é ela para dizer o que tenho que fazer com a cidade? — disse, bastante irritado, o emedebista, em um posto de vacinação no distrito de Xerém.
— Eu não posso receber orientação de quem tem não experiência. O Ministério Público tem quem cumprir o seu papel. Eu tenho experiência. Fui eleito, reeleito e seu o que estou fazendo. O povo concorda com que estou fazendo — acrescentou.
Questionado sobre a confusão criada na manhã desta sexta na cidade, já que muitas pessoas — inclusive de outros municípios foram até o município em busca de imunização — Reis afirmou que "teve problemas, porque ninguém tem a expertise de enfrentar a pandemia mundial onde a vacina foi descoberta recentemente".
O melhor agora é olhar para o lado positivo. Temos professores, profissionais da saúde todo mundo vacinado. São seis mil e cem doses da AstraZeneca. É natural que quando se anuncia na mídia essa procura seja alta. Hoje, temos mais de 100 mil pessoas na cidade com mais de 60 anos, mas teremos vacina para todo mundo. Estamos confiantes na União e no Governo do Estado. O Ministério da Saúde disse que vai comprar mais doses por esses dias — declarou.
VACINAÇÃO: PREFEITO DE CAXIAS DESAFIA PROMOTORA DO MP: 'FUI ELEITO, QUEM É ELA PARA DIZER O QUE TENHO QUE FAZER COM A CIDADE?'
COVID-19: DEU TUDO ERRADO NO BRASIL. E AGORA, BOLSONARO?
A gripezinha não foi embora e a segunda onda não era conversinha. Cloroquina e ivermectina não funcionam. Quanto menores o isolamento e os cuidados, como uso de máscara, maiores o contágio e as mortes. Já são mais de 250 mil vítimas. E agora, Bolsonaro? Não temos vacinas, seringas e agulhas em quantidades minimamente suficientes. O pouco que temos é graças ao governador de São Paulo, João Doria, e ao Instituto Butantan. Além disso, quem se vacinou não virou jacaré e nem morreu. E agora, Bolsonaro? Os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich avisaram. A OMS, a China e Europa avisaram. Os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, dois dos melhores hospitais do País e do mundo, avisaram. E você nunca lhes deu ouvidos. E agora, Bolsonaro? O  estudo sobre as máscaras não era estudo, e era fajuto. A notícia sobre o suicídio do rapaz que se vacinou era fake news. O doutor cloroquina, da França, se desculpou. Até o fabricante de ivermectina já te desmentiu. Além das emas, é claro. E agora, Bolsonaro? Seu general-fantoche, Eduardo Pazuello, conhecido também como General Pesadelo, deixou o Amazonas sem oxigênio, entregou vacinas de um estado, em outro, detonou a negociação com a Pfizer e, no máximo, contratou o Markinhos Show. E agora, Bolsonaro? Adentramos o terceiro mês do ano, o décimo-terceiro da pandemia, e nos encontramos em nosso pior momento, enquanto o mundo está, ao contrário, em processo de vacinação e em declínio de casos e mortes. Mais uma vez eu te pergunto: E agora, Bolsonaro?
BARROSO VÊ 'RISCO PARA A ESTABILIDADE DEMOCRÁTICA' COM ALÍQUOTA ZERO PARA IMPORTAÇÃO DE ARMAS
BRASÍLIA - O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), vê “risco para a estabilidade democrática” e também para a segurança pública na medida adotada pelo presidente Jair Bolsonaro de zerar a alíquota para a importação de armas de fogo. Uma resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) isentou a importação de revólveres e pistolas. A mudança valeria a partir deste ano, mas uma liminar do ministro Edson Fachin derrubou a medida, devolvendo a alíquota de 20% às operações.
A posição de Barroso foi manifestada no julgamento dessa liminar, no plenário virtual - um sistema em que os ministros votam sem a necessidade de se encontrarem em uma sessão. Depois do voto de Barroso, o ministro Alexandre de Moraes pediu vista para examinar melhor o assunto. Não há previsão de quando o tema voltará a julgamento.
No voto, Barroso disse que há “falta de razoabilidade proporcionalidade na renúncia tributária em momento de grave crise sanitária, econômica, social e, muito notadamente, fiscal”. O ministro afirmou, ainda, que o país vive o maior endividamento público de sua história, correspondente a 89,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no final de 2020. “A renúncia fiscal aqui impugnada subtrai recursos que podem e devem ser utilizados para enfrentar a pandemia da Covid-19 e suas sequelas”, conclui. Barroso também afirmou que há risco para a segurança pública. “A facilitação à aquisição de armamento importado sofisticado, em conjuntura de crise social, desemprego e privações, é potencialmente lesiva à segurança pública. De fato, ainda que importadas legalmente, não é inteiramente controlável o perigo de irem parar em mãos erradas, vindo a ser utilizadas para a prática de crimes com violência ou grave ameaça”. E, por fim, o ministro ponderou que a medida traz risco para a estabilidade democrática. “A formação de grupos paramilitares armados faz parte, tragicamente, da experiência da América Latina, do que são exemplos vicissitudes vividas por países como Colômbia, Venezuela e México. Essas forças paramilitares, altamente equipadas, violam, grave e violentamente, os direitos de toda a população, privando-a de condições essenciais à vida, de liberdades fundamentais e da participação efetiva no processo democrático, além de inviabilizarem o controle de legitimidade da atuação estatal”, escreveu. Ainda segundo Barroso, “entre nós, temos assistido, em ambiente de radicalização, à estruturação de grupos extremistas que ameaçam atacar as instituições. Armas sofisticadas importadas oferecem maior perigo do que fogos de artifício”.
MEGAOPERAÇÃO EM TODO O PAÍS COMBATE CRIMES CONTRA AS MULHERES
O objetivo é localizar e deter suspeitos de ameaças contra mulheres Cerca de 12 mil policiais civis de todo o Brasil estão participando, nesta segunda-feira (8), de uma megaoperação de combate a crimes contra a mulher. Coordenada pela Secretaria de Operações Integradas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Resguardo acontece em mais de 1,8 mil cidades dos 26 estados e do Distrito Federal, no Dia Internacional da Mulher. Segundo o ministério, o objetivo é localizar e deter suspeitos de ameaças, tentativas de feminicídio, lesão corporal, descumprimentos de medidas protetivas, estupro, importunação, entre outros crimes contra as mulheres. A ação visa, ainda, ao fortalecimento da atuação conjunta entre governos federal e estaduais, conforme estabelece o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A operação começou a ser delineada em janeiro deste ano, com a análise de diversas denúncias, instauração de inquéritos policiais e levantamento de mandados judiciais. Desde então, quase 46 mil denúncias foram apuradas, aproximadamente 60 mil inquéritos foram instaurados e em torno de 68 mil diligências foram cumpridas em todas as unidades da federação. No período, mais de 165 mil vítimas foram atendidas e cerca de 9 mil pessoas foram presas, sendo que ao menos 638 delas foram detidas hoje até as 10h30. O Ministério deve divulgar o balanço final da operação em todo o país no fim da tarde. No Twitter, o Ministro da Justiça, André Mendonça, classificou a iniciativa como “a maior ação da história [do país] no combate a crimes contra as mulheres” e desejou que a operação seja “um marco” no enfrentamento a esses crimes.
VAI SER A MAIOR TRAGÉDIA HUMANITÁRIA DA HISTÓRIA DO BRASIL, DIZ PREFEITO DE ARARAQUARA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cidade de Araraquara (a 273 km de São Paulo) foi a primeira cidade da região Sudeste a sentir o impacto da variante brasileira do novo coronavírus. Em lockdown desde a metade de fevereiro, o município de 238 mil habitantes viu a ocupação de leitos alcançar 100% e o número de mortos disparar -nos dois primeiros meses do ano foram registradas mais mortes do que em todo o ano de 2020. Para o atual prefeito do município paulista, Edinho Silva (PT), ex-ministro no governo de Dilma Rousseff, o caos visto nos últimos dias em cidades de diversas regiões do país era possível de se prever e a situação ainda deve piorar com mais cidades com esgotamento na capacidade de atendimento aos doentes. Estamos vivendo algo que vai ser a maior tragédia humanitária da história do Brasil. O que vimos em Manaus vamos ver no Brasil inteiro. Hoje já temos registros de pacientes morrendo sem atendimento no Rio Grande do Sul, aqui em São Paulo. Vai ser a realidade do país, infelizmente”, diz ele. Ao citar Manaus, o petista afirma que o governo federal tinha condições para, ainda em dezembro, reunir todas as informações necessárias e prever o que estava por vir. Entretanto, diz ele, o que se viu foi o desmonte da estrutura de enfrentamento à pandemia ao descredenciar leitos de UTI e travar a liberação de recursos. Para o prefeito, a situação pela qual o Brasil passa, com uma escalada de mortes e aumento exponencial no número de casos, é resultado de uma “leitura estreita” de quem vê uma contradição entre a necessidade de proteger a economia e a vida dos brasileiros. “Se não amenizar a instabilidade fazendo gestão da pandemia não tem economia que volte a crescer. Com 1,9 mil pessoas morrendo por dia, qual investidor vai colocar dinheiro no Brasil?”, questiona o petista.
PRESSIONADO, BOLSONARO PROMETE NA CÚPULA DO CLIMA DOBRAR RECURSOS PARA REPRESSÃO AO DESMATAMENTO
Com a imagem ambiental brasileira profundamente danificada pelo aumento do desmatamento na Amazônia nos últimos anos, o presidente Jair Bolsonaro prometeu aos líderes mundiais nesta quinta-feira (22/04) fortalecer os órgãos ambientais do país, "duplicando os recursos destinados a ações de fiscalização".  O anúncio foi feito em discurso na primeira sessão da Cúpula de Líderes sobre o clima, encontro virtual de 40 países promovido pelo presidente americano, Joe Biden, com objetivo de elevar os compromissos ambientais. Em seu discurso, Bolsonaro anunciou que a nova meta brasileira é atingir até 2050, não mais 2060, a neutralidade climática - quando o país reduz drasticamente suas emissões de gases causadores do efeito estufa e compensa as emissões restantes com medidas ambientais. "Coincidimos, Senhor Presidente (Biden), com o seu chamado ao estabelecimento de compromissos ambiciosos. Nesse sentido, determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em 10 anos a sinalização anterior", disse Bolsonaro. Em seu discurso, Bolsonaro repetiu também a promessa de acabar com o desmatamento ilegal até 2030, compromisso que ele já havia anunciado em carta ao líder americano na semana passada. "Destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data", discursou Bolsonaro. "Há que se reconhecer que será uma tarefa complexa. Medidas de comando e controle são parte da resposta. Apesar das limitações orçamentárias do Governo, determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais ,duplicando os recursos destinados a ações de fiscalização", prometeu, sem detalhar o que isso significa em valores. O governo Bolsonaro vem sido fortemente criticado por cortar recursos e, com isso, desmantelar órgãos de fiscalização, reduzindo multas e outras punições por crimes ambientais. O presidente voltou a repetir também a necessidade de apoio financeiro da comunidade internacional para a preservação da Amazônia. Países ricos, porém, tem dito claramente que apenas destinarão recursos ao Brasil depois que o governo Bolsonaro mostrar resultados concretos na redução do desmatamento. "Devemos aprimorar a governança da terra, bem como tornar realidade a bioeconomia, valorizando efetivamente a floresta e a biodiversidade. Esse deve ser um esforço que contemple os interesses de todos os brasileiros, inclusive indígenas e comunidades tradicionais", disse o presidente, fazendo um aceno para os povos indígenas, grupo que se sente perseguido por sua gestão. Desde que assumiu o governo, Bolsonaro vem defendendo a aprovação de regras mais frouxas para licenciamento ambiental e a permissão de mineração em terras indígenas- medidas que, segundo ambientalistas, vão acelerar ainda mais o desmatamento. "Diante da magnitude dos obstáculos, inclusive financeiros, é fundamental podermos contar com a contribuição de países, empresas, entidades e pessoas dispostos a atuar de maneira imediata, real e construtiva na solução desses problemas", acrescentou Bolsonaro, pedindo apoio financeiro.
NA VÉSPERA DA CÚPULA DO CLIMA, SALLES REBATE CRÍTICA DE ANITTA: 'TELETUBBIE'
Com Anitta se posicionando cada vez mais politicamente, inclusive falando para o fãs não confiarem em Jair Bolsonaro (sem partido), a crítica da vez aconteceu nesta quarta-feira, 21, quando a cantora pediu a saída do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. O representante do governo federal não curtiu ver o pedido de sua saída do cargo feito pela cantora e respondeu tirando sarro dela. “Além de imaturo é burro…. melhor sair do ministério”, escreveu Anitta. Fora Salles. Desserviço para o meio ambiente”, disse a Anitta no Twitter, inicialmente. O ministro resolveu responder o comentário da cantora. “Fica na sua ai, ô Teletubbie”, publicou Salles, sem explicar o motivo de estar comparando a artista com os personagens do programa infantil dos anos 90. A cantora que é conhecida também pela seus posicionamentos fortes, não deixou a “piada” do ministro passar em vão e devolveu. “Que resposta madura. Quantos anos você tem? 12? Então é melhor sair do ministério”, disse. E continuou: “Ao invés de trabalhar ficam de gracinha no Twitter… esse é nosso governo teen… até eu to mais ocupada fazendo algo pelo meu país do que você, meu querido”.