A RECEITA ESTÁ IMPEDIDA DE FISCALIZAR OS PODEROSOS NO BRASIL, DIZ PRESIDENTE DO SINDFISCO
O presidente do Sindifisco Nacional, Kleber Cabral, participou da live de ISTOÉ, no final da tarde desta terça-feira (19). Auditor fiscal da Delegacia de Maiores Contribuintes (Demac), em São Paulo, desde 2010, ele é credenciado como um dos principais estudiosos da Receita Federal brasileira em assuntos relacionados à corrupção e à sonegação fiscal. Sobre esses e outros temas, Kleber falou também sobre os riscos de ingerência política na instituição, além de debater pautas como reformas e os gastos tributários. “A Receita Federal tromba com os poderosos e desafia interesses políticos econômicos”, afirma. Aos 47 anos, ele afirma na live que os auditores fiscais não se omitem diante de indícios de crimes e fraudes tributárias e que, por causa das investigações, existe um assédio institucional contra o órgão que é praticado tanto pelo Congresso Nacional, como governos e até o Supremo Tribunal Federal (STF). Cabral entende que as perseguições são resultantes “da capacidade de produção de provas da Receita que acaba tendo reflexo na esfera penal”. Na entrevista, o presidente do Sindifisco diz que a entidade uma sonegação fiscal no País de 27% do valor total arrecadado, o que equivale a cerca de R$ 400 bilhões por ano, apenas no âmbito federal. Cabral cita, por exemplo, que a Receita está impedida de fiscalizar os poderosos no Brasil. Diz ele que uma canetada de um ministro do STF barrou toda e qualquer investigação das pessoas politicamente expostas. “Por causa do inquérito da fake news nenhum poderoso está sendo investigado no Brasil”, reclama. Cabral fez uma análise sobre a tributação fiscal no pBrasil. Para ele, “o sistema tributário brasileiro é complexo, injusto e disfuncional”. “O empresário que quer ser trigo no Brasil, não consegue; porque ele está cercado por joio”, explica.“Para os super-ricos o Brasil é praticamente um paraíso fiscal. Os que estão lucrando, com o agronegócio, podem, sim, pagar impostos”, finaliza.
BOLSONARO DIZ QUE CONVERSA COM GUEDES E BENTO SOBRE PREÇO DE COMBUSTÍVEIS E GÁS DE COZINHA
BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira ter conversado durante toda a semana com os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, da Economia, Paulo Guedes, e da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, a respeito do preço dos combustíveis e do gás de cozinha. Durante transmissão semanal pelas redes sociais, Bolsonaro disse que o botijão de cozinha sai da refinaria a um custo de 38 reais, mas chega na "ponta da linha" a 80 reais em média, sendo que há lugares com o valor de 100 reais. O presidente afirmou, sem dar detalhes, que conversou também sobre a situação dos combustíveis. Bolsonaro disse ainda que, após conversar com Paulo Guedes, deve zerar a partir da próxima semana a tarifa de importação de pneus para os caminhoneiros, acrescentando que a categoria "passa dificuldades".
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DIRETORIA DA PETROBRAS CONTRIBUIRÁ PARA TROCA DE COMANDO "SUAVE E EFICIENTE", DIZ CEO
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A atual diretoria da Petrobras ficará pelo menos até o fim de seu mandato, em 20 de março, e está disposta a contribuir para que a troca de comando seja feita de maneira "suave e eficiente", afirmou nesta quinta-feira o presidente da companhia, Roberto Castello Branco. As afirmações vem após o presidente Jair Bolsonaro decidir não renovar o mandato de Castello Branco, ao considerar excessivos reajustes nos preços de diesel e gasolina realizados pela petroleira nas refinarias na semana passada. Em videoconferência com analistas de mercado, o executivo frisou ainda que está disposto a ajudar no processo de transição da presidência da empresa. Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna para ser o novo CEO.
"Estaremos dispostos a fazer (a transição) de maneira mais suave e eficiente", afirmou, ao explicar que ainda não tem informações sobre como se dará o processo.
Segundo ele, os diretores ficarão até o final do mandato e depois aguardarão as decisões do novo comando. Em entrevista à Reuters, no último sábado, Luna disse que a princípio não pretende fazer mudanças na cúpula da companhia. "Não penso em levar ninguém (comigo)... ", disse. "A diretoria não sairá, ela cumprirá até o fim do seu mandato, não há debandada, os diretores são pessoas altamente responsáveis, profissionais... depois eles aguardarão as decisões que forem tomadas", afirmou Castello Branco, na apresentação dos resultados da empresa em 2020. "Nós continuamos a trabalhar normalmente pelo menos até 20 de março, o que estamos fazendo não mudará... inclusive no que diz respeito a paridade nos preços de importação."